sexta-feira, 31 de julho de 2015

TSE RETOMA ATIVIDADES NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA

TSE retoma atividades na próxima segunda-feira

Com o final do recesso judiciário, a sessão de abertura do segundo semestre forense do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será na próxima segunda-feira, às 19 horas. Neste segundo semestre, além dos processos em tramitação na Corte, o Plenário deverá apreciar as resoluções que vão normatizar as eleições municipais de 2016.

A Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) prevê que essas resoluções devem ser analisadas e aprovadas pelos ministros do TSE até o dia 5 do mês de março do ano em que se realiza o pleito. Diz o artigo 105 da lei que até essa data “o Tribunal Superior Eleitoral, atendendo ao caráter regulamentar e sem restringir direitos ou estabelecer sanções distintas das previstas nesta Lei, poderá expedir todas as instruções necessárias para sua fiel execução, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos políticos”.

(Com Agências)

O QUE CATTA PRETA NÃO DISSE

O que Catta Preta não disse

                                           Entrevista de Beatriz Catta Preta ao JN, delação premiada, operação lava jato
A entrevista da agora ex-advogada Beatriz Catta Preta ao Jornal Nacional, em que revelou as razões de ter abandonado sua profissão e a defesa dos réus da Operação Lava Jato, confirma algumas das suspeitas de todos. Catta Preta, responsável por nove dos acordos de delação premiada aprovados ou em análise na Justiça, se disse “ameaçada veladamente” e atribuiu a responsabilidade das ameaças a integrantes da CPI da Petrobras no Congresso. Eles a convocaram para prestar um depoimento em que justificasse a origem de seus honorários, dando a entender que ela recebera dinheiro sujo fora do país – fato que ela negou com veemência. Mas a entrevista deixou algumas perguntas fundamentais sem resposta.

A primeira é: de onde afinal vieram essas ameaças? Quem a ameaçou? Como? Ela tem alguma evidência concreta que possam embasar essa acusação? Aparentemente, não. Catta Preta falou apenas em ameaças veladas e no uso da imprensa para plantar informações contra ela. Falta explicar algo aí. O jogo político envolve notícias que atingem interesses de ambas as partes e, ao preparar a delação de réus da Lava Jato, era evidente que Catta Preta estaria sujeita a algum tipo de retaliação ou ataque daqueles acusados por esses réus. Que elementos ela tem, então, para atribuir um valor real às "ameaças veladas" contra ela, de modo a distingui-las da inócua guerrilha política do dia a dia?

A suspeita natural para a origem das ameaças recai, por insinuação, sobre o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara atingido recentemente por um depoimento articulado por Catta Preta, e sobre seus aliados na Câmara, os deputados Hugo Motta (PMDB-PB), presidente da CPI, e Celso Pansera (PMDB-RJ), autor do requerimento para convocá-la. Mas são apenas suspeitas. Com algum tipo de prova concreta, certamente teríamos uma acusação mais sólida para apurar. Na falta delas, aqueles que ameaçam poderão continuar ameaçando veladamente quem quiserem. Dificilmente serão desmascarados.

A segunda, e mais importante, questão é: por que o delator Júlio Camargo, ex-executivo da empreiteira Toyo Setal, decidiu mudar os termos de sua delação para acusar Cunha de ter cobrado e recebido uma propina de US$ 5 milhões por intermédio do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano? Cunha afirma que isso é uma mentira e acusa o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ser o responsável por persegui-lo, em conluio com o governo do PT. Catta Preta disse que Camargo antes teve medo de envolver Cunha. Novamente, voltamos à mesma questão: medo exatamente de quê? Por quê? O que aconteceu para que esse medo, de maio para cá, desaparecesse? Fatos concretos ajudariam a desmascarar aqueles que, infere-se, o ameaçavam.

Catta Preta tem razão ao afirmar que a Lava Jato há muito deixou de ser uma ação apenas no âmbito da Justiça. A disputa política nos bastidores é intensa e, à medida que novas revelações vêm à tona, cada um tenta manobrar os fatos para que sirvam melhor a seus interesses. Os acusados sempre afirmam que os delatores mentem. Mas os delatores sabem que, comprovada a mentira, perderão todos os benefícios da delação. O alcance das acusações é extenso, e apenas a apresentação de evidências concretas, declarações firmes que identifiquem os responsáveis sem evasivas e não deixem margem a especulação, contribuirá para esclarecer os fatos e punir todos os culpados – independentemente de partido político.

É absolutamente compreensível que Catta Preta, subitamente envolvida no ambiente tenso e amoral de Brasília, tenha decidido abandonar tudo aquilo para dedicar-se à família. Mas o modo como fez isso e as declarações que deu são infelizmente insuficientes para desbaratar a rede de ameaças de que ela própria se dizia vítima. O público ainda gostaria de saber mais. E ela mesma estaria mais segura se mais fatos viessem à tona.
G1

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CÉSAR PINHEIRO ASSUME COMPANHIA DOCAS DO CEARÁ

César Pinheiro assume Companhia Docas do Ceará


O ex-secretário de Recursos Hídricos na gestão Cid Gomes, César Pinheiro, assumirá a Companhia Docas do Ceará, órgão federal ligado a Secretaria de Portos da Presidência da República.

Pinheiro é aliado do senador Eunício Oliveira (PMDB) e deixou a pasta dos Recursos Hídricos após o rompimento do PMDB com o governo para lançar candidato próprio ao Abolição.

A Companhia Docas era disputada por Eunício e José Guimarães (PT). O senador peemedebista apoiava César Pinheiro, enquanto o líder do governo na Câmara, queria que a pasta ficasse nas mãos do ex-prefeito de Quixadá, Ilário Marques (PT).

PMDB EXPULSA DOIS PREFEITOS POR INFIDELIDADE

PMDB expulsa dois prefeitos por infidelidade


Mais dois filiados foram expulsos nesta quinta-feira do PMDB cearense. A Comissão de Ética e Disciplina da sigla decidiu expulsar os prefeitos Gonçalo Coelho, de Nova Russas, e Fabiano Lobo, de Santa Quitéria.

O partido alega que os dois votaram na eleição passada para governador no candidato de situação Camilo Santana (PT), apoiado pelo ex-governador Cid Gomes, em detrimento do candidato do partido, o senador Eunício Oliveira. Ambos. Os dois já haviam afirmando que deixariam o partido. Alguns membros do partido defendem que os mandatos dos mesmos sejam reivindicados na Justiça.

A Comissão de Ética e Disciplina já havia expulsado o vereador de Fortaleza, Carlos Mesquita pelo mesmo motivo, mas o vereador recorreu ao diretório nacional. Estão na mira da comissão o deputado federal Aníbal Gomes, que em recente entrevista afirmou que o senador Eunício Oliveira era quem deveria ser expulso do partido por não ter apoiado Dilma Rousseff à presidência da República e sim Aécio Neves, do PSDB.

sábado, 25 de julho de 2015

PREFEITO GONÇALO DIOGO SERÁ JULGADO POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA

PREFEITOS DE NOVA RUSSAS E SANTA QUITÉRIA SERÃO JULGADOS POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA NO PRÓXIMO DIA 30/07/2015.

O Prefeito de Nova Russas há aproximadamente um mês, deu entrevista em uma rádia local e disse que tinha saído do PMDB, " QUÊ MENTIRA", realmente não podemos confiar na palavra desse político. 

O mesmo não deixou de tentar ficar no partido, inclusive tentou o plano "B", ou seja, colocar o seu "construtor oficial" para tentar ficar com o PMDB, que também parece que não vai dá certo.

O Prefeito continua filiado e será julgado no dia 30/07, por INFIDELIDADE PARTIDÁRIA, e poderá ser expulso do partido. (grifo nosso).


Gonçalo Diogo e Fabiano Lobo serão julgados por indelidade pártidária pela comisão de ética e disciplina do PMDB do Ceará na próxima quinta feira (30), os membros do colegiado voltam a se reunir para tratar dos processos do prefeito de Nova Russas, Gonçalo Diogo, e do prefeito de Santa Quitéria, Fabiano Lobo, também denunciados por filiados em não terem apoiado o candidato do PMDB.
Na ultima eleição para governador, os dois prefeitos Gonçalo e Fabiano, mesmo sendo filiados ao PMDB, deixaram de apoiar a candidatura de Eunicio para votarem no adversário Camilo Santana (PT).

CID NEGA CRISE COM SAÍDA DE IVO DO GOVERNO CAMILO

A saída precoce de Ivo Gomes da Secretaria das Cidades teria sido motivada por questões pessoais, segundo Cid. Ele afirma que existe a possibilidade de o irmão ser candidato a prefeito no município de Sobral. O cargo na secretaria impediria Ivo de trabalhar a base eleitoral no município.
Cid: "O Ivo não falou comigo nem para ir nem para sair (do governo)".
 
O ex-governador Cid Gomes (Pros) negou que haja crise entre os Ferreira Gomes e o governador Camilo Santana (PT) com a saída do irmão da Secretaria das Cidades. “Não que eu saiba”. Com pouco mais de seis meses no governo petista, o deputado Ivo Gomes (Pros) deixou a pasta criticando a falta de recursos que deveriam ser repassados ao Metrofor.

“O impasse foi comunicado à chefia do governo estadual pelo secretário das Cidades, Ivo Gomes, diversas vezes, desde que a Secretaria das Cidades assumiu a responsabilidade pela Companhia, em abril deste ano, mas nenhuma providência foi tomada até o momento”, dizia a nota que comunicava o pedido de demissão do secretário.

O governador Camilo, no entanto, tem afirmado publicamente que o motivo da saída de Ivo foi por questões pessoais. O argumento é o mesmo utilizado por Cid quando foi questionado sobre o pedido de demissão do irmão após sete meses de governo. “Ao que me consta a versão tanto dele quanto do governador é que (a saída) é por questões pessoais”. Ainda segundo o ex-ministro, os dois não conversaram sobre o assunto após o episódio. “O Ivo não falou comigo nem para ir nem para sair (do governo)”.

O ex-governador sugere um novo caminho para o irmão além do retorno à Assembleia Legislativa. “O Ivo está colocado como possível candidato a prefeito de Sobral e acho que ele precisa de mais tempo para andar mais em Sobral, para acompanhar mais o dia a dia daquele município. E a tarefa de secretário o absorvia dessa necessidade”. O deputado, no entanto, não quis comentar o assunto da candidatura.

Não é a primeira vez que o ex-governador cita a possibilidade de o irmão sair candidato ao Executivo. Há pouco mais de três semanas, um vídeo circulou na Internet com Cid, ao lado do prefeito Veveu Arruda (PT), especulando a volta de um Ferreira Gomes. “Será que não é a hora de voltar um Ferreira Gomes?”.
 
Eleições 2016
Garantindo que não será candidato em 2016, Cid afirmou que deverá trabalhar pela reeleição de Roberto Cláudio (Pros) que, segundo ele, “vem fazendo um belíssimo trabalho” na Capital. Na avaliação de Cid, “Roberto Cláudio, em menos de três anos, já fez muito mais que os dez anos anteriores a ele”.

O que não garantiu é em qual partido o prefeito e o grupo político ligado a ele deverão concorrer no ano que vem. Uma nova reunião para decidir o futuro partidário de todos deverá ser realizada para discutir a permanência ou não no Pros.

EXPULSO DO PMDB

Expulso do PMDB, Mesquita desabafa: não quis ser escravo de coronel

Militando há 23 anos no PMDB, o vereador foi condenado pelo Conselho de Ética do partido por infidelidade partidária na eleição para governador.


Expulso do PMDB, o vereador Carlos Mesquita criticou ontem a direção estadual da legenda e soltou farpas em relação aos seus principais nomes no Ceará. O parlamentar não poupou o senador Eunício Oliveira, presidente regional, muito menos o vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, que comanda o partido em Fortaleza, chamando-os de “coronéis”.

Segundo Mesquita, a acusação de infidelidade partidária, motivo da expulsão no Conselho de Ética, nada mais é do que uma desculpa do vice-prefeito de Fortaleza para tirá-lo da legenda, já que os dois têm divergências. “Ele não gosta de mim”.

Mesquita afirmou, durante entrevista ao O POVO, que o PMDB tem “dono” e que ele está “sendo punido porque não quis ser escravo de coronel nenhum”. O ex-presidente da Câmara afirmou que o Conselho de Ética peemedebista é formado por “empregados de Eunício”.

O parlamentar tem histórico conflituoso com o partido. Contrariando a legenda na eleição municipal de 2012, Carlos optou por apoiar o candidato a prefeito Elmano de Freitas (PT) na sucessão de Luizianne Lins. O PMDB, naquele momento, concorria na chapa de Roberto Cláudio (à época, PSB) com Gaudêncio no posto de vice.

No caso que levou à sua expulsão, o parlamentar é acusado de, em outro episódio, ter apoiado o então candidato Camilo Santana (PT), na eleição para governador do Estado, em 2014. O PMDB concorria com Eunício Oliveira. O vereador nega infidelidade. “Participei de carreata, tem fotos minhas na inauguração de comitê de campanha, na convenção do PMDB, pedi voto pro Eunício em Caucaia , Maracanaú... Votei no PMDB como sempre votei a vida inteira”.

Em relação ao processo no Conselho que cita uma Operação da Polícia Federal que o encontrou em um carro com material de campanha do petista Camilo Santana, Mesquita afirma que foi um equívoco, pois estava apenas de carona no veículo de um militante do deputado Ivo Gomes (Pros).

Há cinco processos
O vice-prefeito Gaudêncio Lucena afirmou que, além do vereador Mesquita, há outros cinco processos que tratam de expulsão de filiados tramitando no Conselho de Ética. Segundo ele. o vereador “nunca visitou o comitê de Eunício, nunca foi no local da administração de coordenação da campanha”.

Gaudêncio acusa Mesquita de traidor do partido e afirmou que “para quem é infiel merece ditadura e merece a lei com todo rigor”. Negando qualquer influência no Conselho, Gaudêncio adianta que o partido deverá requerer o mandato do vereador.

Carlos Mesquita garante que vai recorrer da decisão na instância nacional.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

CERTIDÕES ONLINE

Certidões Online

Certidão do SIM

Emissão de Certidão de Adimplência do Envio das Prestações de Contas Mensais em meio informatizado do SIM

Certidão Negativa de Contas Julgadas Irregulares

Emissão de certidões negativas de contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, com base em dados atualizados obtidos a partir de sistema de informações mantido pelo TCM-CE

Certidões de Responsabilidade Fiscal

  • Certidão para Contratação de Operações de Crédito

    Certidão que tem por objetivo comprovar que o município cumpriu os dispositivos e limites legais exigidos para contratação de operações de crédito junto a credores situados no País ou no exterior, como abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros.

  • Certidão para Celebração de Convênios

    Certidão que tem por objetivo comprovar que o município cumpriu os dispositivos e limites legais exigidos para recebimento de recursos provenientes da celebração de convênios, acordos ou ajustes celebrados com outras entidades, públicas ou não, visando à execução de programa de governo ou realização de projeto, atividade ou serviço de interesse recíproco entre as partes.

NOVA RUSSAS INADIMPLENTE

O Município de Nova Russas, não pode celebrar convênios com o Estado e nem a União, por não ter a CERTIDÃO DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF, emitida pelo TCM-CE.

A inadimplência é oriunda de Irregularidades, até agora, nos anos de 2013 e 2014. O Prefeito não conseguiu comprovar várias denúncias contra seu governo. 

Esperamos que o Prefeito não prejudique mais o Município e tire Nova Russas da Inadimplência, sem colocar desculpas dizendo que foi os ex-gestores, pois já estamos a dois anos e meio de sua gestão.

Veja:
Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará
Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF
Certidões LRF

Emitir Certidão

Escolha o município e o tipo de certidão

Município NOVA RUSSAS
Certidão para
Contratação de Operações de Crédito
Celebração de Convênios

Endereço: Av. General Afonso Albuquerque Lima, 130 - Cambeba
CEP: 60822-325 - Fortaleza-CE
Telefone: (85) 3218-1305
Horário de Funcionamento: 08h00 às 12h00 e 13h00 às 17h00
www.tcm.ce.gov.br

Resultado da Análise


Não foi possível emitir certidão para Celebração de Convênios do Município de NOVA RUSSAS.

Para maiores informações, entrar em contato com a 11ª Inspetoria através do telefone (85)3218-1120 ou dirija-se ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará.

sábado, 18 de julho de 2015

CAPAS DAS PRINCIPAIS REVISTAS

Confira as capas das principais revistas desta semana

veja
Capa
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, desafia a PF e o Governo: “Tem um bando de aloprados no Planalto”
Brasil
Delator acusa o presidente da Câmara de receber propina
O ex-presidente Lula é investigado pelo Ministério Público Federal
Corrupção Os luxos que o dinheiro desviado da Petrobras comprou
Crime O projeto para punir menores infratores avança no Congresso
Conjuntura A turbulência política afeta o plano do ministro Joaquim Levy
Época
época
Capa
Ninguém está acima da Lei
As provas contra Fernando Collor e outros congressistas
O Ministério Público abre investigação criminal contra Lula
Delator acusa Eduardo Cunha de pedir propina de US$ 5 milhões
Expresso O rompimento de Eduardo Cunha com o governo foi acertado com Renan e Temer
Entrevista Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União
IstoÉ
istoé
BRASIL
O rastro da propina da campanha de Dilma Levantamento nas contas da presidente mostra relação entre pagamentos de propina e remessas de dinheiro do PT para empresas de fachada. Notas subfaturadas também serviram para fraudar o custo oficial da eleição.
Cerco aos tribunais Contrariando um princípio fundamental da democracia, a autonomia dos Poderes, a presidente Dilma pressiona sem cerimônias ministros do STF, TSE e TCU a fim de evitar a aprovação de processos que podem levar ao seu afastamento da Presidência.
O PMDB quer o poder Em meio à fragilidade de Dilma e às denúncias contra seus líderes no Congresso, o maior partido da base de sustentação do governo exibe suas credenciais e se apresenta como alternativa real à Presidência. Em 2018 ou, quem sabe, antes disso.
O “guerreiro” sucumbe e ameaça Lula, Dilma e o PT À beira de voltar à prisão, Dirceu revela abatimento, diz que não suportaria uma nova temporada na cadeia e avisa que pode estourar. Até agora, porém, seus recados não surtiram efeito.
Carta Capital
carta_capital_capa
Capa
Francisco contra os donos do dinheiro
Crise Política Às vésperas do recesso parlamentar, os Poderes se engalfinham
Ditadura Em 1971, o Brasil cogitou invadir o Uruguai
Grécia Um novo acordo insustentável, apesar da pressão de Obama

"CÂMARA DE HOJE É UM PODER COM MUITO MAIS INICIATIVA"

Cunha diz na TV que ‘Câmara de hoje é um poder com muito mais iniciativa’


Em pronunciamento na noite desta sexta-feira em rede nacional de TV, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que a Câmara de hoje é um poder com muito mais iniciativa e que as principais demandas da sociedade estão pautando o trabalho dos parlamentares.

Depois de falar da construção de Brasília, dos Três Poderes e citar o período de ditadura, Cunha fala que os poderes voltaram a ser independentes.

– Só recentemente o Judiciário e o Legislativo recuperaram sua independência e o equilíbrio entre os poderes. A Câmara de hoje é um poder com muito mais iniciativa, conectada com as necessidades da população. Hoje, as principais demandas da sociedade estão pautando o nosso trabalho e temos dado respostas mais claras para problemas urgentes, até porque a população não aguenta mais esperar afirmou.

Em seguida, Cunha passou a citar projetos aprovados recentemente pelos deputados, entre eles a reforma política.

Do O Globo.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

VEREADORES CONTINUAM AFASTADOS

Vereadores de Juazeiro têm afastamento prorrogado por 180 dias

Os vereadores Antônio Lunga e Ronaldo Gomes tiveram seus afastamentos da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, prorrogados por mais 180 pela Justiça. Eles são suspeitos de envolvimento no escândalo das vassouras. Segundo o Ministério Público Estadual do Ceará os parlamentares realizaram compras exageradas de material de limpeza para beneficiar empresários. O afastamento vem se prolongado desde 2013.

O MPE havia entrado na Justiça em 7 de julho com o pedido de suspensão da sessão secreta que negou a cassação do Antônio de Lunga. Os promotores, Breno Rangel Nunes da Costa e Igor Pereira Pinheiro, afirmam que a sessão não poderia ser realizada com voto secreto e pedem novo julgamento, dessa vez com voto aberto. A compra dos produtos avaliados em R$ 78 mil veio a tona em agosto de 2013. O vereador reconheceu a compra exagerada, mas negou ilegalidade

CRIADA DUAS CPI's NA CÂMARA

Eduardo Cunha manda primeiro recado ao Planalto e cria duas CPIs indigestas


Após anunciar seu rompimento pessoal com o Governo da Presidente Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criou hoje três novas comissões parlamentares de inquérito: a primeira delas irá investigar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); a segunda vai apurar supostas irregularidades nos fundos de pensão das estatais; e a terceira vai investigar crimes cibernéticos no País.

As duas primeiras CPIs não estavam nos planos do Governo, inclusive o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, fez um périplo pelo Senado tentando impedir a criação de comissão similar, afirmando que os financiamentos feitos pela instituição seriam legais. Cunha arquivou três pedidos de instalação de comissões que estavam na frente, alegando que elas não possuíam “objeto de investigação determinado”, conforme exige o regimento interno da Câmara.

Nos bastidores aliados de Cunha, afirmam que o Planalto agora vai sentir o que significa na verdade o termo “inferno astral” e que novas ações devem ocorrer logo após o retorno do recesso branco. 

O presidente também autorizou a criação de uma quarta CPI, destinada a investigar maus tratos contra animais, mas a criação só deverá ocorrer no dia 07 de agosto. Apenas cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo. Além dessas quatro, está em funcionamento a CPI da Petrobras.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

IVO DEIXA SECRETARIA DE CIDADES E CRITICA GOVERNO

Ivo deixa Secretaria de Cidades e critica Governo

Ivo Gomes (Pros) deixou a Secretaria de Cidades, conforme nota enviada à imprensa nesta quinta-feira, 16.  O motivo seriam atrasos de repasses, por parte do governo, para pagamento de vigilantes da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), sob responsabilidade de Ivo desde abril.

“Diante da situação, e sem meios para resolver o problema, o secretário entendeu por bem entregar o cargo ao Governador. 

Assim o faz na tentativa última de garantir o pagamento dos trabalhadores e o bom funcionamento do Metrô de Fortaleza, Sobral e do Cariri”, declara o texto. A assessoria do Palácio da Abolição afirmou que deve divulgar nota ainda hoje sobre a saída. Os vigilantes do Metrofor estão paralisados desde quarta, 15.

Segundo o Sindicato dos Vigilantes, o salário de julho dos funcionários não foi pago, e há quatro meses o Metrofor não paga a empresa terceirizada responsável pelos profissionais. Na Assembleia Legislativa, ainda há incredulidade com o anúncio. O deputado Elmano de Freitas (PT) afirmou que ocorreu uma reunião nesta quinta, 16, entre governo e vigilante. De lá, saiu o acordo para que os pagamentos sejam feitos até sexta, 17. Ele, portanto, acha que a decisão de Ivo é reversível. Ivo, irmão caçula dos ex-governadores Cid e Ciro Gomes (ambos do Pros), era um dos últimos cidistas remanescentes da última gestão.

A possibilidade de sua saída era ventilada desde maio, quando ele e outro ex-homem forte de Cid: Danilo Serpa (Pros), que ocupava a Secretaria de Relações Institucionais. Serpa acabou indo para a Ceará Portos e sendo substituído por Nelson Martins (PT), mais próximo do governador. Ivo, entretanto, disse ao O POVO que estava “morto de feliz” no cargo. “Fico até o momento que o governador quiser”, declarou.

Com a saída, Ivo, que é deputado estadual, deve retornar à Assembleia Legislativa, o que levará a saída de Sineval Roque (Pros), que tomou posse há menos de um mês em decorrência da morte de Wellington Landim (Pros).

Redação O POVO Online

IVO GOMES - I LOVE SOBRAL

Ivo Gomes – I love Sobral

Desde que assumiu o Governo, Ivo Gomes (Pros) não demonstrava tanto desejo de integrar a equipe e de continuar povoando o setor público, segundo interlocutores. Mas o governador Camilo Santana (PT) o convidou para integrar a pasta das Cidades, depois de ter reforçado seu poderio com órgãos importantes como o Detran e Metrofor, por exemplo. Tratou Ivo como secretário de primeira linha e, claro, como irmão do seu líder político, Cid Gomes.

Mesmo assim, Ivo continuava desconfortável, porque também sempre questionou o governo petista nacionalmente. É homem de ver contradições claras da política e de rebeldias, às vezes, bem maiores que a dos irmãos e, em especial, que as de Ciro Gomes (Pros).

Nesse tempo de permanência no Governo – pouco mais de seis meses, era também ausência bem notada nas reuniões do Monitoramento de Ações de Projetos Prioritários (MAPP), tipo de mecanismo de encontros deixado por seu irmão, o ex-governador Cid Gomes (Pros), na atual administração. Ivo pouco aparecia e, para alguns observadores, a sua saída era algo quase previsível até por seu temperamento forte e, segundo um parlamentar da casa, mimado.

O sempre apontado arrojado gestor, que fez bom papel na Educação de Sobral e na administração Roberto Cláudio, sucumbiu logo na primeira crise de dinheiro curto? Se entregou o cargo por conta disso, não vai espernear. É que não dá para falar muito sobre caixa em baixa, até porque o governador Camilo Santana pegou a herança do irmão, Cid Gomes.

Bem, Ivo deverá voltar para a Assembleia Legislativa. Há, no entanto, quem aposte que, ele, em breve, acabe se licenciando para tomar a rota de Sobral e ajudar a administração de Clodoveu Arruda (PT) e, assim, trilhar sua rota para a Prefeitura.

Pesquisas internas indicam que os deputado federais Moses Rodrigues (PPS) e Leônidas Cristino (Pros) estariam em alta cotação. Bom lembrar que Cid recentemente cantou uma bola: gostaria de ver um Ferreira Gomes comandando a seara sobralense. Começar agora é preciso.

DETALHE – Fala-se que o deputado federal Domingos Neto (Pros) pode assumir a pasta das Cidades. O parlamentar, nesta semana, mediou conversa boa do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, com o  presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Roberto vê o PDT dividido no quesito aceitar Ferreira Gomes. Mas o PSD poderia ser alternativa.

MPF INVESTIGA LULA

MPF investiga Lula por suposto tráfico de influência em favor da Odebrecht

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar indícios de que o ex-presidente Lula tenha praticado o crime de tráfico de influência para conseguir contratos para a empreiteira Odebrecht na República Dominicana e em Cuba, entre 2011 e 2014.

Segundo a portaria que abre o Procedimento Investigatório Criminal, do dia 8 de julho, o ex-presidente “teria obtido vantagens econômicas da empreiteira Odebrecht, a pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente dos governos da República Dominicana e de Cuba (neste caso, em relação a obras financiadas pelo BNDES), e por agentes públicos federais brasileiros”. No caso de Cuba, as obras foram financiadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O procurador da República Valtan Furtado, responsável pelo processo, solicitou cópia de documentos da Operação Lava Jato que façam referência a obras executadas fora do Brasil, que tenham sido financiadas com recursos diretos ou indiretos do BNDES ou que tenham relação com Lula. 

O procurador pede ainda aos investigadores da Lava Jato cópia de dados bancários relativos a possíveis depósitos feitos pelas empreiteiras investigadas na conta do ex-presidente, do Instituto Lula ou da empresa Lils Palestras e Eventos e Publicidade.

Em nota, o Instituto Lula diz que recebeu com surpresa a abertura do inquérito e que entregou recentemente todas as informações que foram solicitadas pela procuradoria. “O Instituto avalia que houve pouco tempo para que os documentos tenham sido analisados, e afirma que irá comprovar a legalidade e a lisura de suas ações”.

MANDATOS DE QUATRO ANOS

Câmara recua e mantém mandatos de quatro anos

O plenário da Câmara dos Deputados voltou atrás e barrou, na noite desta quarta-feira, 15, a alteração no tempo de mandato de cinco anos para cargos políticos eletivos. Com a votação desta quarta, a proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma política mantém o mandato de quatro anos para presidente, governadores, prefeitos, deputados e vereadores e de oito anos para senadores. 

Depois da mudança, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a votação de um destaque sobre financiamento empresarial de campanhas políticas e postergou o fim da discussão para a volta do recesso parlamentar, em agosto.

O adiamento da votação foi acordado em reunião de líderes, após os deputados Mendonça Filho (DEM) e Leonardo Picciani (PMDB) apresentarem questões de ordem sobre o destaque do PT e do PPS que leva novamente a plenário o tema. Encampado por Cunha, o financiamento empresarial a partidos políticos foi aprovado nos dois turnos de votação na Casa. O PT, contudo, trabalha para derrubar a doação privada de campanha por meio da análise do destaque.

“Eu não precisaria de manobra para isso, para não votar. Há um problema regimental sério que eu preciso decidir com segurança”, afirmou Cunha, ao adiar a votação. Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o plenário rejeitaria hoje o financiamento empresarial caso o tema fosse levado à votação.

A alteração do tempo de mandato para cinco anos já havia passado em dois turnos na votação da Câmara, mas foi derrubada durante a votação de destaques no texto. Os deputados analisaram primeiro destaque do DEM sobre o tempo de mandato de deputados e senadores, mas o texto não obteve 308 votos necessários para ser mantido na PEC. Depois, aprovaram um destaque do PMDB para retirar do texto o mandato de cinco anos para governadores e presidente.

Deputados criticaram a volta ao tempo de mandato mesmo após a confirmação, também da sessão de hoje, do fim da reeleição. “Determinadas formas de encaminhar esta reforma estão causando problemas sérios na solução final e na conclusão da votação. Nós que votamos pelo fim da reeleição entendemos que sem a reeleição o mandato correto é de cinco anos”, disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Parlamentares chegaram a sugerir durante discussão no plenário que “bobagens” feitas na Câmara terão de ser corrigidas pelo Senado, que irá discutir a PEC após o fim da tramitação na Câmara. 

Além de analisar o financiamento empresarial, deputados devem discutir novamente também, na volta do recesso, a idade mínima para se candidatar a uma cadeira na Câmara e, depois, encaminhar o texto ao Senado.

REFORMA POLÍTICA

Proposta aprovada esvazia coligações proporcionais

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 15, um projeto de lei que, na prática, acaba com as coligações proporcionais. A proposta foi a primeira de um pacote elaborado pela comissão especial de reforma política a ser analisada pelo plenário da Casa.

Segundo o texto, a contagem dos votos para eleger um deputado ou um vereador será feito por partido, e não mais pela coligação. Ou seja, cada legenda terá que alcançar, por si só, o coeficiente eleitoral – número mínimo de votos para eleger um candidato.

Pelo sistema atual, graças às coligações proporcionais, partidos menores conquistam mais cadeiras na Câmara ao pegar “carona” na votação de partidos grandes com os quais fazem alianças.

O Senado já havia aprovado este ano uma proposta de emenda constitucional (PEC) com esse objetivo, mas a PEC foi rejeitada pela Câmara. O novo texto, elaborado pelo relator da comissão, senador Romero Jucá (PMDB-RR), tem como objetivo contornar essa derrota imposta pela Casa vizinha e implementar uma medida que é considerada como crucial pelos senadores para que se tenha uma “verdadeira” reforma política.

“Eu quero demonstrar o meu apoio a essa proposta do senador Jucá que criativamente achou uma maneira de contornar essa situação” afirmou o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

A proposta foi criticada por senadores de partidos pequenos, como a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM). Outros parlamentares afirmaram que o projeto não teria serventia, porque seria rejeitado novamente pela Câmara. A avaliação de Jucá, porém, é que por se tratar de um projeto de lei, a matéria vai precisar de menos votos para ser aprovada do que uma emenda à Constituição, o que vai facilitar o processo.

A expectativa é que ainda sejam votados nesta quarta outras sete matérias relativas à reforma no sistema política e eleitoral. Ao todo, a comissão especial aprovou 13 projetos e uma PEC, mas os senadores afirmaram que há alguns deles que coincidem com textos aprovados pela Câmara e, por isso, vão esperar para apreciar os projetos que vierem de lá.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO GERENCIAL DE NOVA RUSSAS 1º QUADRIMESTRE DE 2015


Saiu o relatório de Acompanhamento Gerencial, 1º Quadrimestre da Prefeitura Municipal de Nova Russas, período JAN a ABR  do exercício financeiro de 2015.

A previsão para 2015 é de uma arrecadação de R$ 59.194.900,00( Cinquenta e nove milhões, cento e noventa e quatro mil e novecentos reais).

A Prefeitura de Nova Russas aplicou em Segurança Pública, somente R$ 575,00 ( quinhentos e setenta e cinco reais), precisa dizer mais alguma coisa e em obra e urbanismo não foi diferente.

No 1º quadrimestre de 2015 a Prefeitura está com um percentual de 60,74% com despesas com pessoal em relação a Receita Corrente Líquida.

É bom ressaltar que em 2013 e 2014 e agora em 2015 a administração continua com percentual bem superior ao permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que torna o Prefeito "IMPROBO" já nas contas de governo de 2013 e 2014 e caminhando para 2015.

Nesta situação o Prefeito vai para a "FICHA SUJA", com IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, não podendo ser candidato a reeleição.

MISSA DE SÉTIMO DIA


Sábado dia 18/07/2015, às 15:30hs na Igreja da Saúde, em Fortaleza, missa de sétimo dia da morte do Ex-Prefeito de Nova Russas, José Santos Mourão.
                                  

sábado, 11 de julho de 2015

DILMA DIZ À TV RUSSA QUE CUMPRIRÁ MANDATO ATÉ O FIM

Dilma diz à TV russa que cumprirá mandato até o fim.

A presidenta Dilma Rousseff reafirmou que concluirá seu segundo mandado. Em entrevista a um canal de TV da Rússia, ela disse que a queda de popularidade decorre de uma situação econômica “bastante adversa”, mas disse ter certeza de que o cenário vai melhorar.

Sobre os índices de popularidade, que caíram de 12% para 9%, e a dificuldade que teve para vencer as eleições de 2014, Dilma respondeu que vai “acabar essa legislatura”. Ela concedeu a entrevista quinta-feira (9), durante viagem a Ufa, na Rússia, onde participou da sétima cúpula do Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

“Em qualquer país do mundo, você tem quedas de popularidade. A minha decorre de uma situação econômica bastante adversa. Tenho certeza de que isso vai melhorar. O que importa é, sem sombra de dúvida, que estamos trabalhando duro para tirar o Brasil dessa situação de crise. E isso é o que nós vamos ter como nosso foco principal.” Segundo a presidenta, é preciso trabalhar “ainda mais” para que o Brasil “saia mais rápido” da crise.

Na terça-feira (7), em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Dilma Rousseff afirmou que não teme possíveis pedidos de impeachment feitos por partidos de oposição e descartou qualquer possibilidade de renúncia.

Na entrevista, Dilma disse não acreditar que haja no Brasil uma ação da direita orquestrada pelos Estados Unidos para praticar “golpes brancos”. “Acho essa uma teoria conspiratória. Não é preciso nenhum país para que alguns segmentos de alguns países sejam golpistas. Eles são golpistas por si mesmos. Não tem nenhum país no mundo interferindo na situação interna do Brasil.”

Em relação à situação econômica, a presidenta explicou que não há bolha no Brasil e que o sistema bancário é “absolutamente robusto”. “Nós somos um país sólido, do ponto de vista macroeconômico. Não há razão para que o Brasil não volte a crescer”, concluiu.

CONFIRA AS CAPAS DAS PRINCIPAIS REVISTAS DA SEMANA

Confira as capas das principais revistas desta semana

Veja
veja
Brasil

Dilma: à beira de uma crise insustentável?

Poder O escândalo da Lava-Jato aproxima-se do Palácio do Planalto.

As armadilhas para o juiz Sergio Moro.

O impeachment e a cultura democrática.

Congresso Dilma perde para Eduardo Cunha e a bancada evangélica.

Indústria O plano do governo para reduzir as demissões.

IstoÉ
istoé
A paciência do brasileiro chegou ao limite.

A crise econômica sem fim, os escândalos de corrupção e a inércia do governo Dilma provocam uma onda generalizada de insatisfação e aguçam o desejo por mudanças.

PF mira a campanha da presidente.

Documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ mostram que supostos serviços prestados pela gráfica “fantasma” VTPB teriam sido bancados com dinheiro desviado da Petrobras para a UTC.

O bode expiatório

Ida do ministro José Eduardo Cardozo à CPI atende aos interesses do Planalto, do PT e de Lula, mas estratégia pode representar um tiro no pé.

Época
época
O PMDB é a tropa de choque de Dilma.

Os caciques do PMDB resolveram preservar a presidente. Não é por lealdade a ela. É por interesse próprio.

Entrevista: 

Luís Inácio Adams: “Eu rejeito o termo ‘pedalada’”.

O advogado-geral da União diz que está confiante na defesa das contas do governo – mas admite que não é fácil ser o defensor jurídico do governo Dilma Rousseff.

Carta Capital
carta capital
Reportagem de capa

O dia do nó górdio – Pende por um fio o desenlace de uma crise que não diz respeito só à Grécia.

Seu País

Congresso – Principais propostas da MP do Futebol são barradas
Lava Jato – As delações de Pedro Barusco alimentam a investigação

segunda-feira, 6 de julho de 2015

CONTRATAÇÃO IRREGULAR

Decisão do TJ frustra candidatura de Agenor

Com planos definidos para voltar, em 2016, à Prefeitura de Iguatu, o deputado estadual Agenor Neto (PMDB) recebeu, nesta segunda-feira, uma notícia que o deixou contrariado. A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará o condenou por crime de improbidade administrativa e o deixou inelegível. O processo teve como relatora a desembargadora Lisete de Sousa Gadelha e como revisor o desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho.

A decisão dos desembargadores foi tomada com base em uma denúncia do Ministério Público Estadual apresentada quando Agenor Neto era prefeito de Iguatu e contratou 1.840 servidores temporários a partir do ano de 2009. O número de temporários, segundo o desembargador Paulo Airton Albuquerque, era ‘’equivalente a 86,26% da quantidade de servidores ativos e inativos, efetivos, comissionados e bolsistas’’.

De acordo, ainda, com o desembargador, ‘’a instância revisora acolheu a tese de que as contratações temporárias de 1.840 servidores sem concurso público eram do conhecimento do apelante (Agenor Neto), que tinha consciência da ilicitude da admissão de pessoal na Administração Pública sem observar a regra constitucional que assegura isonomia, legalidade, impessoalidade e moralidade’’.

Segundo o desembargador Paulo Airton, ‘’ tais contratações perduraram pelos 2 mandatos do réu no Poder Executivo de Iguatu, uma vez que somente no sétimo ano do seu mandato e após a medida liminar de afastamento de tais servidores temporários, adotou medidas efetivas para a realização de concurso público’’. 

Disse, ainda, que, ‘’considero, portanto, que as penas aplicadas, quais sejam, as de suspensão dos direitos políticos do apelante por quatro anos constitui, como reconhecido na sentença, o meio termo entre a pena mínima (3 anos) e a máxima (5 anos), assegurando o princípio da proporcionalidade em razão da conduta tipificada’’.

Quanto à punição pecuniária, o desembargador afirma que ‘’a multa civil, por sua vez, aplicada à razão de dez múltiplos do último subsídio auferido no cargo de Prefeito do Município de Iguatu equivale a 10% da sanção máxima prevista no inc. III do art. 12 da Lei nº 8.429/1992, revelando a sua razoabilidade’’. O voto do revisor determina, ainda, a proibição de Agenor Neto contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos igualmente encontra previsão legal’’.

Ao final da votação, a Câmara Cível rejeitou, por quatro votos a zero, o recurso interposto por Agenor Neto e assinado pelo  advogado Fabrício Moreira em uma tentativa de convencer os desembargadores da inexistência de crime de improbidade administrativa. Agenor ainda pode recorrer da decisão, mas, se decidir entrar na disputa pela Prefeitura de Iguatu, começa a campanha na condição de candidato inelegível.

domingo, 5 de julho de 2015

ELEICÕES EM FORTALEZA, O ANO ELEITORAL DE 2016 JÁ COMEÇOU

Eleição municipal. Em Fortaleza, o ano eleitoral de 2016 já começou para muitos partidos

A um ano das convenções que confirmarão quem disputará eleição em 2016, principais grupos políticos já dão sinais claros de quem serão seus candidatos na "Taça Prefeitura".
 
As eleições são experimento que, a cada dois anos, repete rito semelhante ao de uma Copa do Mundo. Se há hora de fazer gol e hora de levantar a taça, há ainda momento de montar o time – em burburinho que fica quase sempre distante das câmeras. A um ano das convenções que confirmarão quem disputará a sucessão na Capital, principais grupos políticos do Estado já sinalizaram seus candidatos para a “Taça Prefeitura”.

Com etapas importantes ainda por vir, muitas das candidaturas podem seguir indefinidas até julho próximo. Apesar disso, o eleitor possivelmente terá, em 2016, opções bem próximas das que já estão apresentadas hoje – ao menos dos maiores partidos.

A largada ficou mais evidente nesta semana, com reuniões entre o ex-governador Cid Gomes (Pros) e a cúpula nacional do PDT. Alegando “desconforto” com o Pros, Cid avalia migrar bloco para o ninho pedetista. Nos últimos dias, outros líderes, como a ex-prefeita Luizianne Lins (PT) e o senador Eunício Oliveira (PMDB), também intensificam agenda para a sucessão da Capital.

Resta ainda, porém, importante definição do Congresso, que pode criar nos próximos meses uma “janela” para troca de partidos. “Caso isso aconteça, o quadro eleitoral muda muito, fica uma situação nova”, diz Sérgio Aguiar (Pros). Paralelamente, o deputado Domingos Neto (Pros) articula recriação do PL no Ceará, que poderia abrigar membros do Pros.

Escalações
A candidatura mais “fechada”, até agora, é a de Roberto Cláudio (Pros) à reeleição. Puxado pelo grupo de Cid, RC ainda precisa lidar com pouco tempo de TV de seu partido – especialmente em disputa contra “gigantes” como PMDB e PT – e rusgas entre o Pros local e o nacional. A migração para o PDT poderia resolver estes problemas.

No exercício do mandato, RC será “alvo” de todos os candidatos de oposição. Nas últimas semanas, Luizianne e Eunício já sinalizaram que vão investir em críticas a promessas não cumpridas da campanha do prefeito.

Com as máquinas estadual e municipal, o prefeito já planeja agenda de eventos e de entrega de obras. Paralelamente, o prefeito tem investido na associação com o governador Camilo Santana (PT), em estratégia para minar tese de candidatura própria de Luizianne Lins.

BRASIL PREJULGA E CONDENA , EM CONSTRANGIMENTO AOS PRINCÍPIOS DO DIREITO

Brasil prejulga e condena pessoas pela delação premiada, em constrangimento aos princípios do Direito

A crise política deu mais alguns passos em direção à radicalização, a partir da delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC, de que teria usado caixa 2 na campanha presidencial da candidata do PT. Ao tomar conhecimento do fato, a presidente Dilma Rousseff reagiu indignada à acusação.

O tom emocional da resposta (comumente observado em quem se sente injustiçado) terminou por embaralhar o sentido exato das palavras presidenciais, o que permitiu aos adversários distorcê-lo e tirar o foco do principal item do protesto da presidente: a crítica à prática crescente de se aceitar como verdadeiras acusações formuladas por um delator antes de serem apoiadas por provas, bem como a utilização de recursos processuais duvidosos que anulam, na prática, garantias individuais firmadas na Constituição. Juristas alegam que no Brasil, está se tornando corriqueiro prejulgar e condenar pessoas, jogando seu nome na lama, sem atentar para o instituto da presunção de inocência.

Essa advertência, aliás, já tinha sido feita pelo novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin, e outros colegas que também têm alertado que a delação premiada, por si só, não embasa uma penalização, pois requer provas que a confirmem.

O instrumento da delação premiada, apesar de ter alguns aspectos de resolutividade, é, em si, um recurso polêmico e tem gerado uma grande controvérsia nos meios jurídicos (tanto no Brasil, como no Exterior) por ensejar duvidosas consequências éticas, morais, e até doutrinárias, com eventuais constrangimentos aos princípios do Direito. Sem falar no perigo de se erigir em herói o criminoso que, após ser flagrado em ato delituoso (até como autor principal) apela para a delação premiada para salvar a própria pele, apontando alguém como suposto comparsa (e isso seja publicamente divulgado sem que haja segurança da veracidade da acusação, o que pode até destruir a vida de um inocente, ainda quando esse venha a ter sua inocência comprovada, posteriormente).

A alegação de que o delator está sujeito a perder os benefícios da delação, caso minta, não é garantia suficiente para que isso aconteça. O delator AlbertoYoussef, por exemplo, mentiu, em delação anterior, anos atrás, e nem por isso deixou de ser beneficiado. E o estranho é que agora lhe deem novo crédito.

sábado, 4 de julho de 2015

DE OLHO EM 2018

PSDB reelege Aécio de olho em 2018

O PSDB realiza, neste domingo (05/07) em Brasília, a sua convenção nacional para reeleger o presidente da Executiva, Aécio Neves, para mais dois anos de mandato. É uma das convenções mais concorridas dos tucanos nesses últimos 15 anos em que o partido está fora do poder. O encontro será marcado pelos discursos ásperos contra as denúncias de corrupção no Governo do PT e com propostas e cenários para 2018.

A Convenção Nacional do PSDB reunirá dirigentes estaduais e municipais, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Do Ceará, a caravana tucana tem o senador Tasso Jereissati, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos, o líder da sigla na Assembleia Legislativa, Carlos Matos, e o presidente da Executiva Regional, Luiz Pontes.

‘’É um momento rico para o PSDB que saiu fortalecido das eleições de 2014 e representa hoje a melhor alternativa para a correção dos rumos econômicos do País. A convenção será realizada em clima de muita harmonia, entusiasmo e determinação a caminho de 2018’’, disse o ex-senador Luiz Pontes, ao afirmar que antes de 2018 o PSDB terá uma importante missão em 2016 nas eleições municipais para ampliar o número de vereadores e prefeitos.

Considerado candidato natural à Presidência da República, o senador Aécio Neves tem o desafio de unir o partido nos próximos dois anos e evitar defecções de nomes expressivos da sigla que, também, sonham com o Palácio do Planalto. Nessa relação, estão o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador José Serra.

Aécio, que será oficialmente reeleito para o comando da sigla, fará críticas não só a presidente Dilma Rousseff, mas também ao seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aliados, Aécio disse antever uma tentativa de setores do PT de se descolarem da impopularidade da presidente e, numa vacina a isso, pretende apresentar a petista e seu antecessor como uma “cobra com várias cabeças”.

Segundo as lideranças nacionais tucanas, a ideia de Aécio é apresentar o PSDB como a sigla que está pronta para “encerrar o ciclo petista” e colocar a casa em ordem. Com isso, Aécio pretende evidenciar o espírito combativo de sua gestão à frente da legenda pregando mudanças no comportamento do PSDB nas eleições para prefeito, em 2016.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

CRISE PODE TIRAR TEMER DA ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Crise pode tirar Temer da articulação política

Com dificuldades de conseguir cumprir promessas de cargos e emendas parlamentares para viabilizar votações no Congresso, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), pode deixar a articulação política do governo. Aliados afirmam que ele esperará até agosto para definir se segue no posto.

A eventual saída de Temer da função de negociador junto ao Legislativo poderia convulsionar a frágil relação do Palácio do Planalto com seu principal aliado, o PMDB, legenda que comanda a Câmara e o Senado.

Nesta quinta (02/07), enquanto Dilma Rousseff ainda voava de volta ao Brasil após missão oficial nos Estados Unidos, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), expôs publicamente a tensão.

“Se continuar desse jeito, Michel deveria deixar a articulação política”, disse ele, acusando parte do PT de “sabotar” o vice ao represar a liberação de emendas e indicações políticas para cargos.

A “senha” dada por Cunha fez ministros de Dilma correrem para evitar que o problema se transformasse em crise. Logo depois de retornar a Brasília, Dilma recebeu seu vice no Palácio da Alvorada e garantiu, ao lado do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que as demandas serão resolvidas. “O que nós queremos é resolver esse capítulo em julho. Vamos acelerar esse processo e botar pressão nos ministérios para que as demandas saiam”, disse Mercadante ao jornal Folha de São Paulo.

Anteriormente, o ministro já havia soltado uma nota elogiando a atuação de Temer. Afirmou que sua presença na articulação política “representa não apenas um gesto de desprendimento e sacrifício pessoal, como vem trazendo grandes resultados”. Foi seguido por Edinho Silva, ministro da Secretaria da Comunicação, para quem o vice desempenha “papel fundamental”.

Michel Temer é hoje o elo que resta entre Dilma e o PMDB. Pelas mãos de Cunha e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o partido está em guerra aberta com setores do PT.

As promessas de liberar emendas e indicações políticas ajudaram o governo a aprovar parte do pacote para resolver as finanças do governo. Temer, no entanto, ainda precisa garantir a vitória do projeto que revoga, parcialmente, a desoneração da folha de pagamento.

Nos últimos dias, porém, o Planalto sofreu duras derrotas no Legislativo, com a aprovação da redução da maioridade penal pela Câmara e o reajuste do salário dos servidores do Judiciário pelo Senado em 59,5%, na média.

“É simplificar a questão achar que a decisão [sobre o reajuste] é um problema da articulação política. Não foi”, disse Mercadante.

Com informações da Folha de São Paulo